sábado, 17 de setembro de 2011

189 ANOS DEPOIS

Depois de 189 anos do Grito da Independência dado pelo Príncipe Dom Pedro I “às margens plácidas do Ipiranga”, eu ouvi, finalmente, “o brado retumbante de um povo heróico” ecoar no dia 7 de setembro último, não só na Avenida Paulista, mas em todas as partes desse nosso Brasil enlameado por brasileiros bastardos!

Senti nos senhores e senhoras adultos que ali estavam e, sobretudo na juventude consciente, engajada e vibrante, aquela vontade indomável de fazer algo de concreto para resgatar a imagem manchada desse país “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Baseado no cartaz de uma “caminhada” levada a efeito no dia 13 de maio passado elaborei esta “chamada” para a próxima Manifestação do dia 12 de outubro que tenho certeza será um momento marcante na história moderna da nossa mal amada pátria!

Avante Brasil!!!


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

DESCAMINHOS DO BRASIL CANALHA

Ouvindo, dias após dia, denúncias de desvios de verbas envolvendo as Organizações Não Governamentais (ONGs) brasileiras, eu entendo porque o nosso M.U.D.E. (Movimento de Unificação de Direitos Educacionais), criado no dia 15 de novembro de 1989, centenário da República Brasileira, não decolou. Aliás, o ex-ministro Antonio Delfim Neto deu a sua sábia versão sobre esse fenômeno: “O Brasil é o único país no mundo onde as ONGs são subvencionadas pelo governo!”

Como eu nunca almejei transformar o M.U.D.E. em um meio de ganhos ilícitos e sim em um instrumento de educação efetiva do cidadão brasileiro, ele ainda não saiu do papel. E não foi por falta de condições para entrar nos fartos esquemas de corrupção existentes nos porões da Administração Pública! Não será agora, no crepúsculo da vida, que vou sucumbir ao canto de sereias do Poder. Igual ao Ulisses, da Odisséia de Homero, amarrei-me no mastro da dignidade deixada como herança pelo meu humilde pai, Savério Andreoli.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LIVROS E AÇÕES

Histórico:

Abatido pela primeira e grande decepção amorosa e influenciado pela morte prematura do ator cinematográfico James Dean, escrevi o romance “Um passe para a eternidade”, com o pseudônimo de Kit Persons. A composição do livro se deu sob a atmosfera americanizada do Rock and roll, do Twist e do filme Juventude transviada (“Rebel without a cause”) que foram a sensação dos anos 50. O personagem principal do romance, Jerdean Britt, era (e ainda é) uma mistura da vida atribulada do James Dean com a da minha situação do momento. Na verdade, escrever o livro foi uma válvula de escape para enfrentar os desencontros provocados pelos caprichos do Destino, sujeitos a qualquer pessoa no decorrer dessa nossa caminhada existencial...

Pelo sim ou pelo não, a realidade da publicação do livro deixa a prova cabal de um episódio que ficou “em algum lugar do passado”...

Sinopse:

O livro conta a história de dois jovens: ele introvertido, frustrado e desorientado e ela espírito emancipado e voluntarioso. Os acontecimentos desenrolam-se em uma pequena cidade do interior, cheia de atrativos turísticos e uma pista de corridas, quando um industrial progressista, que é também pai da moça, chega acompanhado da família para aí fixar residência. O suspense é o clima desta história de amor juvenil, que se entremeia de intrigas e desencontros de uma juventude ávida de emoções.


HÁ QUARENTA E NOVE ANOS ATRÁS

No dia 12 de agosto de 1962, lancei no autódromo de Interlagos, o meu primeiro livro:

“Um passe para a eternidade”, promovendo uma corrida de motocicletas. Para tanto, preparei um evento “marcante” enviando convites para a Alemanha, Estados Unidos, França e Itália. O Piratininga Moto Clube, organizador da prova, convidou a Imprensa de São Paulo, meu amigo, Eli dos Santos, levou como “paraninfo”, um candidato a cargo eletivo da época e o meu irmão Octaviano Augusto Andreoli se aliou à empreitada com a sua recém criada empresa “Cidadela, Publicidade e Administração”.

O que era, na minha mente, para ser algo inusitado em lançamentos de livros, tornou-se uma nova frustração que marcou duplamente a minha vida de jovem sonhador.

No final do dia, uma mudança brusca de temperatura, com forte ventania, acabou prejudicando a festa. Com isso, não houve a repercussão esperada. Afastado na bilheteria do autódromo, só tomei conhecimento do acontecido depois. Lembro-me apenas que esteve presente “A Gazeta Esportiva”, órgão que dava grande cobertura aos eventos esportivos e, informação até hoje não confirmada, que o vencedor da prova foi o Emerson ou o Wilsinho Fittipaldi???

O fato é que por falta de visão de marketing e por contrariedades pessoais, neguei-me a dar os livros pedidos pelos diretores do Piratininga Moto Clube. Não por questões financeiras, uma vez que doei praticamente toda a edição de 2.000 livros para uma campanha da antiga Televisão Paulista, canal 9, livrando-os de uma fogueira desarrazoada. Sobraram-me dessa aventura, as lembranças e exatos três exemplares...